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13 setembro 2009

“A notícia de que estão sendo tomadas providências de segurança já inibe o ladrão. O que não pode é não fazer nada”

O Presidente do Grupo PRO SECURITY, Alcides Paranhos, participou de uma matéria que foi a ao ar neste domingo no FANTASTICO da Rede Globo, que falava sobre assaltos a condomínios.

A matéria entrevistou vários especialistas que deram orientações, além de mostrar cenas feitas por sistemas de segurança de alguns roubos.


Dr. Paranhos mostrou na reportagem um dos condomínios atendidos por nossos serviços, que tem um sistema bastante seguro, além de orientar sobre iniciativas que devem ser tomadas.
A reportagem ficou a cargo do Jornalista Valmir Salaro.
Para assistir a matéria integral basta clicar no título deste post.

Especialistas dão dicas de como evitar assaltos a condomínios

matéria publicada no site de notícias G1 em 13 de setembro, para ler a matéria como publicada clique no titulo deste post
"Ter porteiros trabalhando 24 horas é fundamental, afirmam.
Em SP, já houve 36 roubos deste tipo no ano."
Do G1, com informações do Fantástico
Quadrilhas especializadas atacaram 36 condomínios no Estado de São Paulo este ano, de acordo com levantamento da polícia. O pavor dos moradores dos prédios levou o comando da polícia a criar uma delegacia só para combater este tipo de crime. A ordem é agir e impedir novos roubos. A reportagem do Fantástico foi ouvir especialistas para darem dicas de como evitar este tipo de roubo.
A policia está à procura de um homem que foi flagrado por câmeras de segurança e que é acusado de um crime que preocupa moradores do país inteiro: o assalto a condomínio. Um dos prédios roubado tem cinco andares e fica em Ipanema, Rio de Janeiro. Eram 23h40 do dia 4 deste mês, uma sexta-feira.

Em poucos segundos, o rapaz conseguiu abrir o portão. Como não houve arrombamento, a suspeita é de que ele tinha uma cópia da chave. Dentro do prédio, o ladrão fica à vontade. Motivo: o porteiro já tinha ido embora, pois trabalha das 8h às 20h. Sem ser incomodado, o rapaz olha as gavetas, vai à garagem, vê se os carros estão abertos. Depois de alguns minutos, decide o que roubar. Primeiro, carrega uma bicicleta que ele mesmo desmontou. Depois, outra.
“Imagina se alguém está monitorando essas imagens. A polícia chega na hora, ele estava lá dentro ainda”, observa a delegada Tércia Silveira. O ladrão até acena para a câmera - sinal de que não está preocupado com nada. Na sequência, para o carro na entrada da garagem e volta a roubar. O rapaz pega um monitor de LCD e uma televisão, que eram usados no sistema de segurança do prédio. Mas todos os movimentos dele eram gravados por um equipamento que estava na sala trancada do síndico. O assalto termina 40 minutos depois. Antes de fugir, o rapaz ajeita o que roubou dentro do carro. “Os moradores correram um risco de chegarem, serem rendidos, porque a gente não sabe se ele está armado, provavelmente estava armado”, ponderou a delegada.

24 horas
José Elias de Godoy, capitão da Polícia Militar de São Paulo, já escreveu dois livros sobre segurança em condomínio. Ele acha fundamental que os prédios tenham porteiros trabalhando 24 horas. “Ele auxilia bastante, mas desde que ele esteja realmente preparado. Às vezes, se investe muito em equipamentos e não se investe nos funcionários e vai tudo por água abaixo”, afirmou.
Outro condomínio em Copacabana, no Rio, também sofreu um assalto, que foi gravado pelas câmeras de segurança. Era abril deste ano. Os supostos ladrões estão com um morador - dominado momentos antes, fora do prédio. Os suspeitos - que ainda não foram presos - disseram ao porteiro que eram amigos da vítima. Todos estavam visivelmente nervosos. 'O porteiro poderia ter percebido que algo estava errado e chamado a polícia, disse o delegado Mastins Júnior. "Na dúvida, é preferível que a policia se dirija até o local e seja um mal entendido", completou. Os especialistas em segurança fazem outro alerta: “Em quadrilhas que roubam condomínios, normalmente tem uma mulher envolvida”, alerta José Elias. Foi o que aconteceu no mês passado, em Juiz de Fora, Minas Gerais. As câmeras registraram quando uma mulher e um homem roubaram um violão e o aparelho de som de um dos carros. Ao ser preso, o casal confessou que assaltava prédios desde o começo do ano.

Em julho, em São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, duas mulheres convenceram o porteiro de que eram amigas de uma família que estava viajando. Elas arrombaram o apartamento e fugiram com um cofre cheio de jóias. “Através do charme, da sensualidade, acaba enganando a pessoa que está na portaria e faz com que seja aberto o portão”, explicou Godoy.

Três mortes
Mês passado, na Lapa, Zona Oeste da capital paulista, ocorreu o caso mais violento do ano. Segundo a polícia, o porteiro abriu a garagem pensando que era o carro de um morador. Foi assim que começou o assalto. Quinze pessoas foram dominadas. Um morador chamou a polícia e, na troca de tiros, três suspeitos morreram. Os seis assaltantes presos tinham até uma metralhadora de fabricação caseira. A arma dispara cem tiros por minuto. “É isso que nos preocupa: são essas ações articuladas por quadrilha e que eventualmente está colocando em risco toda sociedade”, afirmou o delegado Waldomiro Milanesi.
Um condomínio numa área nobre de São Paulo investiu alto em segurança: 48 câmeras estão espalhadas em pontos estratégicos e a guarita tem vidros blindados e grades de proteção reforçadas. “A notícia de que está sendo tomada providências de segurança já inibe o ladrão. O que não pode é não fazer nada”, indica Alcides Paranhos Júnior, dono de empresa de segurança.
A polícia diz que alguns cuidados não custam nem um centavo e também ajudam a intimidar os criminosos. “Primeiro: oriente os seus funcionários a não comentar quem é o seu patrão ou quem mora no prédio. Segundo: observar sempre a visita de pessoas inesperadas ou serviços não contratados”, ensina o delegado Waldomiro Milanesi. “Percebeu qualquer situação diferente, de imediato acione a Policia militar pelo 190”, orienta José Elias de Godói.

09 maio 2008

“Eu sou o Pioneiro.”

matéria publicada em 9 de maio de 2008 no site MORUMBI.NET

O primeiro contato nos revela um homem simples, sem qualquer sintoma da “síndrome” que, segundo ele, ataca boa parte de quem mora no Morumbi: a valorização excessiva das aparências. Aliás, nem poderia ser diferente. Como policial aposentado, formado na chamada “velha guarda”, Alcides Paranhos Jr – ou o Paranhos do Portal, como é mais conhecido por aqui – aprendeu que as palavras sabias de um dos “símbolos” daquilo que o regime militar combatia não deixam de estar certas: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.
Essa ternura de um homem formado na dureza e na adversidade da carreira policial Paranhos decidiu dedicar em boa parte ao bairro onde mora: o Morumbi. Desde a década de 70, o então policial fez muito mais do que assistir ao nascimento daquele que é hoje o bairro que mais cresce em São Paulo. Ele mesmo fez o parto, com suas próprias mãos.
Quando a região conhecida hoje como Portal do Morumbi era apenas um condomínio cercado de mato por todos os lados, Paranhos conseguiu a implantação de um ponto de táxi do outro lado do Shopping Portal. Não existindo comunicação na época, passou uma linha telefônica direta, ligando o ponto de táxi ao condomínio. Para suprir a falta de atendimento em casos de emergência à população pobre da região, Paranhos disponibilizou um veiculo do condomínio Portal do Morumbi para o atendimento a doentes, parturientes e acidentados. Além disso, organizou a proteção para as empregadas diaristas, que freqüentemente eram assaltadas no trajeto do condomínio até suas casas.
Junto ao comando da PM, Paranhos conseguiu um posto policial para a região, que era totalmente desprovida de policiamento e tinha assaltos quase diários. Com a ajuda de beneméritos, como o Dr Eduardo Passarelli, e de alguns comerciantes e condomínios do bairro implantou a base em tempo recorde.
Mais recentemente, Paranhos, concretizou o sonho de implantar no bairro a ronda policial com bicicletas. Após um ano de espera e muita insistência junto às autoridades responsáveis, formou um grupo de empresas - Pão de Açúcar, Banco Real e AMIR - que, junto com o Portal do Morumbi, adquiriu um lote de 10 bicicletas que foi doado ao comando do Posto Policial do Portal, liderado pelo Sargento Marcos, e hoje fazem o patrulhamento de áreas da Vila Suzana, Jardim Londrina, Vila Suzana, Morro Verde, Jardim Caboré, Jardim Taboão, Vila Praia, etc.
E não é apenas na área de “realizações” que Paranhos pode ser encarado como um pioneiro. O homem de hábitos simples e conversa agradável é pioneiro também no prestígio ao comércio do bairro. Faz questão de caminhar por ruas como Dr. Guilherme Dumont Villares, Luiz Migliano, Prof. José Horácio Meirelles Teixeira e Mal. Hastimphilo de Moura para comprar o seu jornal, tomar o seu café na padaria e conversar com amigos de mais de 30 anos de convívio. Quando vai às compras, visita sempre e preferencialmente as lojas das ruas do bairro e de shoppings como Portal, Trade Center e Open Center.
Mas engana-se quem pensa que esse jovem senhor, forte e extremamente lúcido, esteja “acomodado” em sua condição de aposentado. Alcides Paranhos vive uma vida simples mas de intenso trabalho. Há muitos anos, decidiu criar uma empresa de consultoria de segurança.
Ao se dar conta de que, depois de um dia inteiro de trabalho como policial, tinha se tornado um hábito trabalhar em casa até altas horas da noite para amigos que lhe pediam conselhos, orientações e implantações de projetos na área de segurança, ele decidiu seguir o conselho de sua mulher - Valderene, mãe de seus três filhos - e criou o embrião daquilo que é hoje a Pro Security, uma empresa que emprega mais de 2.000 colaboradores, prestando serviços de segurança, limpeza, portaria e treinamento.
O foco da empresa é o bem estar das pessoas que vivem em condomínios. Isso Paranhos traz desde 1.979, época desde a qual é diretor de segurança do Portal do Morumbi. No início de sua gestão, fez “uma limpeza” no condomínio. A população jovem, principalmente filhos de estrangeiros, que eram transferidos para São Paulo como altos executivos de empresas multinacionais, havia se tornado presa fácil para bandidos e traficantes devido à sua condição social, e Paranhos resolveu agir.
O então policial lembra, com a certeza de ter feito a coisa certa, do trabalho de investigação minucioso e sigiloso que envolveu até a inserção de jovens policiais de alto gabarito, poliglotas, disfarçados no dia-a-dia do condomínio. “Nós descobrimos tudo: quem comprava, quem vendia, quem deixava entrar. Expulsamos vários traficantes, falamos com as famílias dos envolvidos, e muitos jovens foram mandados de volta para o país de origem ou foram morar na casa da vó!” O resultado, segundo Paranhos foi extremamente positivo: “O Portal ficou limpo. E está limpo até hoje. Quem pensa em fazer besteira sabe que lá não tem lugar pra isso. Sabe que lá o bicho pega”.
Hoje, cada área da Pró Security é gerenciada por um de seus filhos, Alexandre, Fábio, Lígia e sua mulher, Valderene. Lá também trabalham dois sobrinhos. “Mas a palavra final é sempre minha”, garante Paranhos. Palavra de Pioneiro!