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28 janeiro 2010

Moradora de SP põe placa na própria casa para conter bandidos

texto de MÁRCIO NEVES em colaboração para a Folha Online
Moradora da Vila Romana (zona oeste de SP), a administradora Leda Maria Gomide resolveu protestar após sofrer um assalto: colocou uma placa em frente à própria casa para alertar bandidos e moradores. Nela, Leda informa que o local já foi assaltado e agradece, com ironia, políticos e instituições como a Polícia Militar pela falta de segurança no bairro.
Embora a placa informe que o crime teve direito a "tiro na cabeça" (veja no vídeo abaixo), a moradora explica que, na verdade, foi uma coronhada.
A 1ª companhia do 4º batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na Vila Romana, informou a que já aumentou o patrulhamento na região. Diz ainda que muitas vezes a ação demora a ocorrer pois as vítimas deixam de registrar o boletim de ocorrência.
(para ver o vídeo clique no titulo desta postagem)

07 dezembro 2009

Industria de segurança cresce na America Latina

Vejam neste link um programa especial do DISCOVERY CHANNEL sobre o crescimento da industria da segurança na américa latina clique em: Segurança Extrema

25 novembro 2009

Especialistas incentivam população a reclamar da polícia.

Especialistas em segurança pública defendem reforço de ouvidoria e incentivam população a reclamar da polícia

matéria da jornalisat Fabiana Uchinaka, Enviada especial do UOL Notícias* publicado no UOLon LINE cotidiano em 24 de novembro

Em Belo Horizonte
Denúncias de abuso de poder, corrupção, achaque, despreparo e até de execuções sumárias sempre rodeiam a atuação policial no Brasil, especialmente em Estados onde a população precisa enfrentar guerra do tráfico de drogas, altos níveis de violência, ausência de poder público e, consequentemente, constantes intervenções policiais.
São muitas as críticas, mas poucos os caminhos que apontam para uma melhora no curto e médio prazos. Para especialistas, o primeiro passo é mais simples do que se imagina: resgatar e fortalecer os órgãos de controle civil. Ou seja, fazer funcionar as ouvidorias e incentivar a comunidade a reclamar.
Na opinião do professor de Direito da Universidade de Toronto (Canadá) Philip Stenning, especialista em policiamento comunitário e pesquisador do sistema de combate ao crime da Nova Zelândia e de Vancouver, o grande desafio é transformar uma polícia com fortes traços de autoritarismo e ausência de responsabilidade em uma polícia democrática.
"É uma mudança de atitude, que significa servir à comunidade em vez de impor a ordem, que significa se guiar pela lei, e não por partidos políticos. É uma polícia que existe para servir ao público e não para controlá-lo", explicou. "É focar no cidadão, ressaltar que a polícia é paga com taxas para efetivamente promover segurança."
Para isso, ressalta ele, é preciso acabar com a tolerância e exigir essa nova atitude. "Leva tempo. Os policiais, por uma questão de cultura, não aceitam ser dirigidos e cobrados pela população. Mas as pessoas devem se mobilizar para cobrar reformas e um treinamento diferenciado", disse.
E, de fato, existem órgãos montados especialmente para isso. São as ouvidorias, que, ao contrário das corregedorias das corporações, investigam o trabalho dos policiais do lado de fora, a serviço da população e de forma independente. No entanto, elas estão presentes em apenas 14 das 27 unidades federativas do Brasil, sendo que na maioria dos casos pouco se sabe sobre o trabalho que realizam.
"Não temos uma cultura de controle civil. O brasileiro é pouco suscetível à mecanismos de controle externo, qualquer que seja. Mas a ouvidoria representa a vontade da sociedade. Se eu, cidadão, quero controlar a minha organização policial e quero que ela seja um reflexo daquilo que eu penso que a policia deve ter, eu preciso de um órgão no qual eu possa manifestar isso. Enquanto os civis não se movimentarem, a atuação das polícias dificilmente será mudada", completou a professora Ludmila Ribeiro, da Universidade Cândido Mendes e pesquisadora do Centro de Segurança e Cidadania (CESeC), no Rio de Janeiro.
"A gente costuma dizer que cada lugar tem a polícia que merece. Não é bem assim, mas o caminho para se ter a polícia que se deseja é a ouvidoria. Quando a ouvidoria é forte e se movimenta, ela é capaz de cobrar e provocar reformas. E não é só ligar e reclamar. É ligar, reclamar e depois cobrar: e aí, no que a minha reclamação resultou? Se isso não acontece, empobrece o trabalho da ouvidoria", afirmou.
A função da ouvidoria é receber as denúncias sobre falhas ou crimes cometidos pela polícia, nos quais a população tenha sido vítima ou testemunha, e inspecionar ou abrir processos disciplinares. O anonimato é garantido tanto para a testemunha quanto para quem denuncia.
O problema, no entanto, é que no Brasil, além de ser um órgão esquecido e, muitas vezes, pouco transparente, a ouvidoria depende de informações repassadas pelas organizações envolvidas para conduzir o processo. "Elas não têm autonomia para investigar as denúncias que chegam até elas. O ideal seria que elas pudessem investigar e sugerir punições disciplinares, como acontece em outros países", explicou a professora.
Outra questão levantada por ela é a falta de dados consolidados, como o número de denúncias que viram processos disciplinares ou quantos desses processos resultam em algum tipo de punição ou responsabilização. "Falta transparência e divulgação do trabalho feito. Não adianta botar um cartaz e não dizer o que significa, não adianta eu não saber o nome do policial que me atendeu mal. A ouvidoria também tem que mostrar o que faz e tem que mostrar resultados", acrescentou.
Ludmila explicou ainda que na falta da ouvidoria, a população deve se mobilizar ainda mais para pressionar as corregedorias. "Precisamos conscientizar a população desse papel. Dentro do Estado Democrático de Direito, a polícia está aí para me prestar um serviço, portanto tem o dever de me dar satisfação do andamento de um caso".
Ela ressaltou o papel da ouvidoria de São Paulo, por exemplo, nas investigações em casos de suspeita de execuções sumárias, como aconteceu em 2006, durante a reação policial aos ataques da facção criminosa PCC. Já no Rio, disse, "muita gente se espanta ao saber que a ouvidoria ainda existe".
Os especialistas participaram do 1° Seminário Internacional de Qualidade da Atuação do Sistema de Defesa Social, organizado pelo governo de Minas Gerais, que acontece entre os dias 23 e 24 em Belo Horizonte (MG).
* A repórter viajou a convite da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais

04 novembro 2009

Vigilância eletrônica da PM reduz roubos em 63%


publicado no Jornal METRO de 03 de novembro de 2009

03 novembro 2009

Metro amplia segurnaça eletrônica


Matéria de capa do Jornal METRO NEWS de 03 nov 2009

13 outubro 2009

Delegacias não funcionarão 24 horas


matéria do jornal Destak de 13 de outubro

15 setembro 2009

Profissionais de segurança veem piora em sua área de atuação, aponta pesquisa da FGV

por Claudia Andrade Do UOL Notícias Em Brasília, 15 de setembro
O Ministério da Justiça divulgou nesta terça-feira (15) uma pesquisa sobre a perspectiva dos profissionais de segurança pública sobre o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) e sobre a segurança pública em geral. O resultado do levantamento, realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), mostra que há pessimismo entre os policiais.
O Pronasci foi criado há dois anos para unir políticas de segurança com programas sociais. A pesquisa de opinião foi realizada em sete localidades incluídas no Territórios da Paz, braço do Pronasci que reúne várias ações de prevenção à violência. Diversos aspectos foram abordados na pesquisa. Quando a pergunta está relacionada aos casos de ameaça com arma, 37,84% dos profissionais de segurança dizem que a situação piorou em sua área de atuação. Outros 33,37% dizem que não perceberam mudanças e apenas 25,69% afirmam que o cenário melhorou.
Em relação ao número de roubos a domicílio, o percentual dos policiais que responderam que a situação piorou foi de 36,38%, contra 22,62% que disseram que o cenário tem apresentado melhora. Quando o dado é espancamento e lesão corporal, quase a metade dos profissionais entrevistados (48,4%) acha que a situação continua igual. Outros 25,25% dizem que a situação piorou, percentual próximo ao dos que afirmam que ela melhorou (23,25%).
A pergunta relacionada a assassinatos também teve como resultado um percentual maior de policiais que viram piora na situação em comparação com os que perceberam uma piora: 31,76% contra 25,52%. Apenas quando o evento em questão é a violência contra a mulher e contra crianças o cenário otimista venceu, com 33,54% das respostas dos profissionais. Outros 28,41% consideram que houve piora no quadro. A pesquisa foi respondida por 55 mil policiais de todo o país, quase 10% do efetivo total, que é de 600 mil profissionais. Desde dezembro do ano passado, foram instalados oito Territórios de Paz no país.
O primeiro foi na comunidade de Santo Amaro, no Recife (PE). Em seguida vieram o do Complexo do Alemão (RJ), Zona de Atendimento Prioritário 5, em Rio Branco (AC), Itapoá (DF), São Pedro, em Vitória (ES), Benedito Bentes, em Maceió (AL), Bom Jesus, em Porto Alegre (RS), e o mais recente na comunidade Tancredo Neves, em Salvador (BA), implantado no final de julho. O ministro Tarso Genro (Justiça) considerou positivo o fato de se ter um índice de entrevistados que viram uma melhora. "A situação não é rosa mesmo, a pesquisa não foi feita para isso. O que achamos interessante é que já tem um percentual dizendo que melhorou". O dado comemorado pelo ministro foi o resultado do questionário sobre a expectativa dos profissionais em relação ao impacto geral do Pronasci.
Mais de 65% responderam que o programa "impactará muito fortemente" as políticas de segurança e cidadania. Para 32,14%, o impacto será moderado e o programa será um complemento às políticas já existentes. Apenas 2,15% disseram que o programa "não causará qualquer impacto significativo". Resultados serão verificados em longo prazo, diz Tarso Tarso afirmou nesta terça-feira que a melhora na segurança pública nas localidades atendidas pelo Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) "não será rápida". "Não haverá uma mudança espetacular e rápida. Nós inclusive avaliamos no começo do programa que resultados significativos aparecerão em quatro, cinco anos, dependendo da região", disse, ao apresentar os dados da pesquisa.
"Não podemos criar a ilusão de que o simples aumento da força policial e da ação repressiva vai reduzir a criminalidade. Isso não ocorre. Com o Pronasci queremos gerar um conceito novo e uma consciência na sociedade, nas autoridades estaduais e locais de que só uma relação vertical, estruturada entre Estado, município e órgãos de segurança pode efetivamente mudar a qualidade de segurança".
Pesquisa aponta otimismo de comunidades atendidas
O Ministério da Justiça encomendou uma pesquisa com 2.850 moradores de sete áreas atendidas pelo Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). O levantamento, feito pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), apontou um percentual maior de respostas 'sim' à pergunta sobre a melhora na situação de segurança em relação às respostas 'não'