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05 maio 2010

Segurança começa pelo porteiro

Apesar de exercerem uma função de extrema responsabilidade, profissionais da área ainda resistem a buscar qualificação
Cerca de oito anos atrás, logo que entrei para a faculdade, fui morar em um condomínio em São Paulo que era habitado basicamente por estudantes. Certa tarde, quando estava em meu quarto sem nada para fazer, ouvi alguém bater à porta. Uma amiga minha, que nunca havia me visitado naquele lugar (sequer sabia em qual apartamento eu morava), aguardava no corredor com um embrulho nas mãos. “O porteiro pediu para que trouxesse para você. Foi sua mãe quem mandou pelos Correios”, explicou ela.
Meio perplexo com aquela situação - afinal, minha privacidade acabara de ser revirada -, nem fiz caso e até achei engraçado. Pensando bem, o “tiozinho” da portaria até que era um sujeito bacana (meio intrometido, é verdade), que sempre me dizia “bom dia”, “boa tarde” e “como vai”. Quem importa se, nos dois minutos em que esteve de conversa com minha amiga, ele tenha devassado minha intimidade? “Ele me falou que eu havia dado sorte de te encontrar aqui hoje, pois em geral você costuma sair para ir à aula nesse horário, depois volta para jantar...”, disse minha amiga.
Profissionais como o’ tiozinho’ de meu antigo prédio estão se tornando figuras cada vez mais raras nos prédios e condomínios (e mesmo nas empresas). Cientes de que as funções do porteiro estão além do ato de abrir e fechar portas e portões, as empresas que atuam no mercado têm priorizado cada vez mais os profissionais capacitados na hora da contratação. Ser “gente boa” deixou de ser o único requisito para quem deseja atuar na área.
“A profissão de porteiro passou por uma grande evolução nos últimos anos. Não que antes ela tivesse sido simples. Só que, no passado, muita gente achava que a atividade se limitava ao controle de quem entra e quem sai do edifício”, afirma Cristiane de Oliveira Alves, analista de seleção e treinamento de uma empresa bauruense administradora de condomínios.
Na visão dela, pouco a pouco as pessoas começam a perceber que “a portaria é por onde começa a segurança de um prédio ou de uma empresa”. Por isso, nos processos seletivos organizados por empresas de segurança de Bauru, os candidatos são cobrados em quesitos que vão desde a boa aparência - é exigido aos homens, por exemplo, que estejam sempre de barba feita - até ensino médio completo e conhecimentos em informática.
“Qualificação é o alicerce para toda e qualquer profissão. Buscamos profissionais que desejam crescer na carreira”, afirma a psicóloga organizacional Gislaine Nazareth Aparecida Leite Gamba, responsável pelo setor de recursos humanos de uma empresa bauruense que presta serviços terceirizados de segurança.
Nos últimos tempos, aliás, encontrar profissionais qualificados não tem sido tarefa fácil para as empresas. “Bauru não conta com cursos específicos para quem deseja atuar em portaria. A escola mais próxima que conheço fica em Campinas”, salienta Gamba.
Na falta de mão-de-obra com capacitação específica, as empresas têm optado por candidatos formados em escolas de vigilantes. “Pelo menos eles têm um conhecimento básico na área de segurança”, diz a psicóloga.
Cursos de telemarketing, oratória e atendimento ao público (em suma, tudo o que possa vir a auxiliar no trato do porteiro com o público em geral) também costumam ser levados em conta nos processos seletivos. Como muitas guaritas são informatizadas (e há casos de candidatos a vagas que sequer sabem ligar um micro), conhecimentos básicos em computação também estão sendo considerados fundamentais
O treinamento básico para porteiros costuma ficar por conta das próprias empresas e dura, em geral, três meses. No decorrer do processo de qualificação, os profissionais recebem noções de como lidar com o público, atendimento telefônico, ou mesmo de como agir em casos de brigas entre vizinhos.

Estratagemas

Atuar em contato direto com o público não é tarefa para qualquer um - e os porteiros sabem disso muito bem. O vigilante Carlos José Toledo de Melo, 37 anos, que trabalhou durante algum tempo na portaria de uma faculdade em Bauru, teve de lidar com situações no mínimo inusitadas.
“Era comum, por exemplo, que alunos tentassem entrar na faculdade com bebida alcoólica (algo proibido pelas normas da instituição). Alguns chegavam a colocar cerveja dentro de latas de refrigerante para tentar nos enganar”, afirma ele.
Luciano Rodrigues Lessa, que, até semana passada, trabalhava como porteiro da mesma faculdade, também costumava ter trabalho com estudantes que tentavam burlar as regras da instituição. “Teve gente que chegou a falar que me daria R$ 50,00 para que eu liberasse a entrada com bebidas alcoólicas. Sem contar que algumas meninas tinham a capacidade de dizer: ‘Se você permitir que eu entre na faculdade com cerveja, mais tarde eu te dou um beijo’”, garante.
Em outras ocasiões, ele chegou a evitar que carros fossem roubados do estacionamento da instituição. “Houve vezes em que pegamos o ladrão dentro do veículo, prestes a se evadir do local”, confirma.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

19 novembro 2009

SECOVI publica orientações sobre segurança em condomínios

o site do SECOVI publicou recentemente uma interessante orientação para oraganização da segurnaça nos condomínios, veja as orientações:

Segurança do condomínio

SEGURANÇA PATRIMONIAL
É muito importante conhecermos o conceito de segurança para podermos desenvolver ações preventivas.
A palavra segurança tem sua origem do latim “securitas” - medidas destinadas à garantir a integridade de pessoas, bens e instituições.
É a integração de medidas e normas, com adequações físicas, agregadas ao profissional especializado e a alta tecnologia.
O maior desafio da segurança, é antever e dar soluções para as situações de perigo.
Não se pode esquecer que a responsabilidade pela segurança do sistema é de TODOS.
Qual a maior arma utilizada pelos bandidos?



É O FATOR SUPRESA!



Por isso, a melhor maneira de evitar um sinistro é fazer um trabalho de PREVENÇÃO.
Neste trabalho devem ser analisados os riscos pessoais e das instalações físicas.
Os síndicos devem solicitar aos consultores de segurança que o assessorem nas analises dos riscos e na elaboração dos planos de segurança do condomínio.
De posse dessas informações deve-se elaborar um Plano de Segurança, que pode ser dividido em 3 etapas.



1ª PLANO FÍSICO – é a analise criteriosa das instalações físicas onde deve-se adequá-las visando dificultar o acesso evitando ao máximo a invasão.
Ex. Construção de clausuras nas entradas de pedestres e nos acessos à veículos.
Como aliado importante, temos a utilização dos equipamentos eletrônicos, que tem como principal função, auxiliar os funcionários e moradores na vigilângia das instalações.
Ex.: Controle de Acessos - Sensores de alarmes – Circuito Fechado de Televisão (CFTV)



2ª PLANO OPERACIONAL – consiste em procedimentos operacionais com regras especificas para cada integrante do sistema (condômino -moradores – funcionários e usuários), as quais deverão ser aprovadas em assembléia e obedecidas por TODOS.



3ª PLANO DE CONTINGÊNCIA - definição das situações críticas, de modo que todos os envolvidos no sistema, durante a concretização do risco possuam um roteiro de ações que devem ser implementadas, visando o restabelecimento da normalidade, tendo em vista que toda situação crítica gera uma urgência.



Após a fase de planejamento deve-se dar muita atenção ao treinamento dos funcionários que estarão na operação de todo o sistema e conscientizar os condôminos e moradores, através de palestras, circulares e quadros de avisos, para manterem-se integrados.



Em função de suas características , cada condomínio deve estudar o que melhor lhe convém, proporcionando um maior estado de segurança a TODOS.
Para auxiliar o planejamento da segurança, o Secovi publicou o Manual de Segurança Patrimonial, voltado para os condomínios, e realiza constantes cursos para através da Universidade Secovi.
É importante consultar um especialista em segurança condominial para elaborar um plano de segurança, mas relacionamos aqui algumas orientações que irão colaborar:



AO SÍNDICO
• Instituir uma Comissão de Segurança do Condomínio
• Apoio da Administradora
• Consultoria Especializada em Condomínios
• Fiscalização permanente



AOS CONDÔMINOS E OCUPANTES
•  Mantenha o Regimento Interno sempre atualizado e condizente com a realidade atual;
• Acatar as instruções dadas aos zeladores e porteiros quanto aos itens de orientação aos mesmos;
• Ao entrar no prédio com o carro, verificar se há outro veículo atrás do seu e se os ocupantes são moradores do edifício;
• Não abrir a porta do apartamento em hipótese alguma se não autorizou a entrada de alguém, mesmo que o porteiro ou o zelador esteja do lado de fora, insistindo;
• Orientar os filhos para não cedam detalhes sobre o cotidiano dos seus pais, quanto recebem, bens que possuem, horários que saem e chegam, até mesmo em bares, lanchonetes, danceterias, para evitar assaltos e seqüestros;
• Desconfie da empregada doméstica muito eficiente que aceita baixo salário;
• Pode-se solicitar Atestado de Antecedentes na Delegacia de Polícia Civil da Região, ou na 2ª. Delegacia Especializada em Falsas Domésticas (6221-3907).



AOS EMPREGADOS
DECÁLOGO DE SEGURANÇA
1) Ao entrar e sair de seu turno de trabalho, certifique-se de que não está sendo observado ou seguido por pessoas estranhas.
2) Identifique sempre as pessoas que estão no interior dos veículos que acessam a garagem. Peça para que os vidros sejam abertos.
3) Não comente com estranhos, familiares ou conhecidos, as instruções e rotinas de seu trabalho.
4) Não fale quem são os moradores do condomínio, nem sobre seus hábitos e bens patrimoniais.
5) Não forneça informações sobre a estrutura física do condomínio e nem sobre equipamentos instalados.
6) Não permita que pessoas estranhas se aproximem o suficiente para imobilizálo.
7) Não se ausente da portaria para identificar pessoas na área externa.
8) Não permita a permanência de pessoas estranhas ao serviço no interior da portaria.
9) Visitantes e prestadores de serviço devem permanecer no lado externo do condomínio. O contato com eles deve ser feito pelo interfone.
10)Lembre-se que a ação criminosa é sempre planejada e que os bandidos se aproveitam de distrações. FIQUE ATENTO.



• Todos os funcionários devem sempre estar uniformizados, porém evitando utilizar o uniforme fora do condomínio;
• O condomínio deve possuir uma linha telefônica na portaria ou guarita;
• Zeladores e porteiros bem preparados são a melhor segurança.

UTILIZAÇÃO

• Crachás para identificar prestadores de serviços;
• Telefone na portaria e um sistema de alarme que toque em algum prédio vizinho;
• Monitoramento por empresa especializada com botões de pânico para o zelador, porteiro e vigias;
• Equipamentos auxiliares compatíveis com seu prédio: alarmes, sensores, circuito fechado de TV (CFTV), vigias com rádios transmissores e receptores, etc.;
• Caso o condomínio não tenha condições da aquisição de algum equipamento, é possível realizar a locação e definir as prioridades;
• É aconselhável manter boa iluminação nos locais de acesso ao prédio, portões eletrônicos nas garagens, espelhos côncavos nas portarias para melhor visão dos visitantes, vigilância nas escadarias e garagem dos prédios.
• Os treinamentos e a orientação aos vigias e porteiros sobre os procedimentos adequados são essenciais;
• Como é proibido reter documentos, é aconselhável exigir apresentação do mesmo, anotando num livro nome, número e apartamento que o visitante irá, não esquecendo de verificar a autenticidade. Nos condomínios comerciais, é importante ter um sistema de controle de acesso eletrônico;
• Manter ficha cadastral com dados de todos os moradores e funcionários, possibilitando sua rápida localização e/ou dos familiares em caso de emergência.



17 outubro 2009

CFT contratado para treinar PORTAL DO MORUMBI

O centro de treinamento do Grupo PRO SECURITY, que é denominado CFT - Centro der formação e treinamento, foi contratado para treinar todos os colaboradores do condomínio PORTAL DO MORUMBI, já a partir da semana que vem. Serão diversas turmas num total de 50 auxiliares de limpeza e cerca de 80 porteiros.
Os treinamentos irão começar já na semana que vem, em turmas especiais aqui em nossa sede.

23 setembro 2009

Como preparar os porteiros para evitar assaltos em condomínios?

publicado na Folha Vitória em 20/09/2009

Assaltos a condomínios de prédios é cada vez mais comum, quase todos os dias há notícias referentes a esse assunto. A pergunta que todos fazem é: como evitar? As medidas procuradas são muitas, entre elas, câmeras de segurança, alarmes, monitoramento 24 horas, mas, nada disto funciona se o profissional que ocupa a portaria dos condomínios não estiver preparado.
Um erro muito comum é a maioria das pessoas confundirem porteiro com segurança. “Esse profissionais de portaria não são seguranças, mas, precisam ter a sensibilidade necessária para zelar pela segurança. Por isso, são rigorosamente selecionados. Os porteiros precisam saber o que pode ser suspeito ou não e como proceder em prol da segurança do condomínio e seus moradores. Para contratarem profissionais de portaria bem treinados e experientes, a maioria dos condomínios estão recorrendo a empresas terceirizadas e especializadas no assunto.”, explica Jorge T. Margueiro, da GS Terceirização.
Essas empresas, além de fazerem a gestão técnica destes profissionais, fazem o monitoramento 24 horas da portaria, também para verificar como está o trabalho do porteiro. “Existe um ‘alerta vigia’, onde o profissional precisa digitar uma senha a cada 15 minutos, caso se ausente o alarme soa e a central entra em contato para averiguar o que ocorreu e se necessário envia apoio.”, detalha Amilton Saraiva Costa.
Mas, a segurança de um condomínio depende não apenas da boa atuação do profissional da portaria. “Há 3 pilares fundamentais, que são: o porteiro, o equipamento e o morador. Se há uma conscientização, todo o risco de assalto e invasões diminui. Por isso, todo condomínio tem regras de controle de acesso e segurança, que devem ser conhecidas de todos, principalmente dos moradores. O porteiro é peça fundamental na hora de orientar os moradores e ajuda-los a manter a segurança do local. O porteiro precisa ter uma leitura aprimorada e ter todos os acontecimentos da portaria sob controle.”, alerta Amilton.

18 agosto 2009

TJ-MG mantém sentença a jogador que agrediu porteiro


pela Agência Estado , noticia do PARANA online

O Tribunal de Justiça de Minas manteve a condenação do jogador de futebol Emerson Figueira Camargo de indenizar em R$ 8 mil um funcionário do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão. O esportista recorreu da sentença que o condenava pela agressão física e por ofensas contra o porteiro Waldir João Inácio de Miranda.
No dia 13 de julho de 2004, Waldir, que controlava a entrada e saída de pessoas no lugar reservado aos jogadores, teria impedido o acesso da esposa do atleta porque ela vinha acompanhada de um homem que não portava as credenciais necessárias para permanecer na área restrita.
Segundo depoimento do porteiro, a mulher disse que a pessoa que estava com ela era o segurança do jogador de futebol e dela, mas mesmo assim o porteiro não permitiu a entrada do segurança no estádio e ambos foram embora sem criar transtorno.
De acordo com o TJ, ao fim da partida, por volta das 23 horas, Emerson procurou o porteiro e gritando, o ameaçou e o insultou diante de várias pessoas. O atleta que teria dado socos e pontapés na vítima foi contido pela equipe de administração do estádio